A Copa Libertadores da América – 2009 – não foi manchada.

Diante da notícia referente ao suposto abandono dos times mexicanos da Copa Libertadores da América deste ano, em razão do surto de “gripe suína” que assola aquele país, muito se discutiu acerca da legitimidade de um possível título do São Paulo Futebol Clube.

Alguns torcedores, do São Paulo e de outras agremiações, bem como membros da mídia esportiva nacional, entrarem neste debate, se o possível título seria ou não maculado por este avanço precoce.

Há quem compare esta situação com a do “Mundial Interclubes” de 2000, conquistado pelo Corinthians, em pleno Estádio do Maracanã. Cabe aqui a primeira ressalva.

O Sport Club Corinthians Paulista havia sido convidado a participar daquele torneio criado pela FIFA, mesmo não tendo sido campeão do torneio continental sulamericano.

Essa é a primeira diferença basilar entre as duas situações: o São Paulo, para disputar a Copa Libertadores da América de 2009 sagrou-se campeão Brasileiro de 2008.

Pois bem, entendo que o São Paulo não foi “beneficiado” e esta situação não irá manchar um possível título da equipe do Morumbi.

Isso porque além do Tricolor ter sido campeão do Brasileirão 2009, há questões extra-futebol e que envolvem toda a sociedade nacional (possibilidade eminente de surto de gripe suína em nosso país). Além disso, a equipe comandada pelo técnico Muricy Ramalho ainda enfrentará, se chegar ao título, mais três adversários, chegando ao total de 06 (seis) partidas restantes.

Por isso, torcedor do São Paulo Futebol Clube, se o seu time conseguir alcançar o título desta edição da Copa Libertadores da América, vibre como vibrou em 1992, 1993 e 2005.

Por Fabinho Carvalho

Ps- Como mencionei em minha última coluna, nenhum posicionamento ainda é definitivo. A princípio, o jogo ainda segue marcado para o dia 21.04.2009, no Estádio Cícero Pompeu de Toledo – Morumbi –, sendo a vaga decidida nesta partida única. Não houve comunicado oficial dos clubes mexicanos à CONMEBOL, apenas divulgação de repulsa e suposta saída nos sites oficiais de Chivas e San Luis, adversários de São Paulo e Nacional (URU), respectivamente.

Nova Novela Mexicana: “Gripe Suína da Discórdia”

A Copa Libertadores da América de 2009 será reconhecida, no futuro, como a Copa da Novela Mexicana.

E a novela mexicana, dessa vez, não foi trazida pelo Homem do Baú!

Dessa vez, o responsável por este dramalhão de quinta categoria não é  uma pessoa, mas uma entidade: Confederación Sudamericana de Fútbol – CONMEBOL.

Tudo começou com o surto de gripe suína que assombrou o mundo no final do mês de abril (e isso não tem nada haver com os palestrinos, que fique bem claro!).
 
Em rápida pesquisa, descobri que a tal da “gripe suína”, como seu nome popular sugere, é originada de uma doença respiratória contraída por porcos e que provoca sintomas de gripe nos mesmos. Por alguma razão, tal gripe atingiu os seres humanos e se espalha com grande voracidade no mundo.

Vale lembrar que o país que mais sofre com esta gripe é justamente o que teve os primeiros casos registrados e confirmados: o México.

E o que isso tem haver com o futebol, em específico, com a Copa Libertadores?!

Tudo.

Isso porque, desde 1998, clubes mexicanos participam da Copa Libertadores da América como convidados. E nesta edição não foi diferente.

Chivas e San Luis jogaram a fase de grupos e avançaram as oitavas de final, onde encarariam, respectivamente, São Paulo (BRA) e Nacional (URU).

Diante este cenário, criou-se uma celeuma: como fazer um jogo dentro do maior foco de gripe suína global e manter a integridade física de atletas, dirigentes e comissão técnica, bem como dos familiares destes?

A CONMEBOL não estava preparada para isso.

Ela se perdeu em diversos momentos, divulgando informações desencontradas e sem caráter definitivo, o que, certamente, prejudicou os clubes envolvidos, torcidas, imprensa, etc.

Parece que depois de tantas informações divergentes, finalmente uma definição está se materializando: após a CONMEBOL divulgar que a disputa entre os clubes sulamericanos e mexicanos seria resolvida em apenas um jogo, nos estádios do São Paulo e do Nacional, a Confederação Mexicana de Futebol, apoiada por Chivas e San Luis, decidiu retirar seus afiliados da competição por não concordarem com a postura adotada pela CONMEBOL e seus afiliados, bem como pela hostilidade da população sulamericana que, supostamente, hostilizou e ironizou os mexicanos quando estes vieram para cá.

Se isso é definitivo?

Sinceramente, não sei…

A única coisa que tenho certeza é que nem “Carrossel” tinha tantas idas e vindas quanto a novela mexicana “Gripe Suína da Discórdia”…

Por Fabinho Carvalho

O Corinthians voltou!

O Corinthians entrou em campo, ontem no Pacaembu, com a missão de não perder ou no maximo empatar com o Santos para sagrar-se campeão invicto. O alvinegro praiano saiu na frente, com Kléber Pereira cobrando pênalti, e teve chance de amplicar o placar. Não o fez. Coube a André Santos o gol que igualou o marcador, deu números finais a partida e o título paulista invicto ao Corinthians, aos 33 minutos do primeiro tempo.

Aos 34 minutos da segunda etapa os mais de 35 mil corintianos presentes ao estádio do Pacaembu entoaram os gritos de “é campeão” e fizeram dos dez minutos finais uma festa maior do que a que já fizeram no restante do jogo. No ritmo do refrão da música “ritmo de festa” dos programas dominicais de Silvio Santos, a torcida corintiana cantava “é festa, é festa na favela”. Gritos que só foram interrompidos para vaiar os santistas, que mesmo longe do título, gritavam o nome do time.

Quando Sálvio Spinola apitou o final do jogo, a festa foi completa. 

Desde 1954 o estádio municipal não era palco de conquista dos seus “donos”. Desde 2003 o alvinegro não vencia o campeonato em que é recordista de títulos – 26 conquistas somada a de ontem -, desde 1972 o principal estadual do país não via um campeão invicto, desde 1938 o Corinthians não o vencia sem perder um jogo sequer.

A conquista invicta começou a ser desenhada no empate em 2 a 2 com o Grêmio Barueri em 22 de janeiro, no mesmo Pacaembu. De lá até ontem, foram 23 jogos: 13 vitórias e dez empates; 46 gols marcados e 18 sofridos. Aproveitamento superior a 70%. Para quem ainda duvidada do poder da equipe comandada por Mano Menezes, não há o que duvidar.

“É o que falávamos no ano passado quando começamos a montar o time. Dizíamos que o torcedor poderia ficar tranquilo, que não era um time de segunda divisão. Algumas pessoas sabem um pouco de futebol para fazer um trabalho como este. E elas estão aqui no Corinthians”, declarou Mano.  

A festa quase se tornou tragédia quando o capitão Willian foi erguer a taça. Fogos de artifício incediaram os papéis que eram lançados para o alto e o jogador acabou atingido pelas chamas na grua montada pela FPF.

Ronaldo e cia. agora miram a conquista da Copa do Brasil, o caminho mais curto para a Taça Libertadores.

Incontestável!!!

 Com piores campanhas na primeira fase e em desvantagem para as semifinais, Santos e Corinthians despacharam Palmeiras e São Paulo, respectivamente, e estão na final do Campeonato Paulista. As partidas serão disputadas nos dias 26 de abril, na Vila Belmiro, e 3 de maio, no Pacaembu.

A vantagem de São Paulo e Palmeiras viraram pó já na primeira partida do mata-mata. Ambos foram derrotados por 2 a 1 jogando longe de seus domínios e a vantagem do empate passou para os rivais. Esperava-se que jogando em casa as duas equipes fossem para cima na segunda partida, as chances de classificação eram grandes. Mas não foi bem isso o que aconteceu. Santos e Corinthians ratificaram a classicação com nova vitória.

Palmeiras 1×2 Santos

Pelo pouco que vi pela TV, o Santos foi mais organizado que o Palmeiras. Neymar teve boa atuação, foi dele o passe para o gol de Madson – o melhor santista em campo – no primeiro tempo e o pênalti sofrido, que resultou em gol de Kléber Pereira.

À equipe comandada por Vanderlei Luxemburgo, falta experiência. Em jogos decisivos, especialmente no seu eestádio, o time tem deixado a desejar. Keirrison pouco fez no sábado. Diego Souza tentou, mas também não conseguiu – e ainda agrediu Domingos e deve ser punido por isso.

A vitória da equipe de Vagner Mancini foi incontestável.

São Paulo 0×2 Corinthians

Dessa partida posso comentar mais pois vi in loco. O São Paulo foi superior no primeiro tempo e poderia ter matado o jogo. A novidade de Muricy Ramalho para a partida foi Dagoberto praticamente como um ala pela direita. Washington e Borges formaram a dupla de ataque.

O camisa 9 tricolor perdeu grande chances de marcar, pelo menos duas na primeira etapa. Borges desperdiçou outra. No segundo tempo, era óbvio que o São Paulo se lançaria ao ataque com tudo. Restava ao Corinthians aproveitar os contra-ataques. Foi isso que aconteceu.

Douglas, um dos melhores em campo, abriu o placar e poderia ter feito o terceiro, mas preferiu driblar na grande área adversária. O segundo gol corintiano foi marcado por Ronaldo, que durante a semana havia sido chamado de ex-jogador pelo cartola são-paulino Leco. Quem fala o que quer, vê o que não quer. O gol do 9 alvinegro e eliminação do São Paulo na semifinal do estadual.

Está na final as duas equipes que mereceram. Que tenhamos duas grandes partidas.

À procura da felicidade

Dinheiro não trás felicidade. A frase é velha, batida e alguns discordam. Mas serve para definir o que passa o [ex-]jogador Adriano. Na semana passada, no Rio de Janeiro, o Imperador anunciou que ficará fora do futebol por tempo indeterminado. Alguns dizem que ele nem volta mais. Outros dizem que logo logo ele deve acertar com o Flamengo. Não se sabe.

Adriano ganha milhões para jogar futebol. Quem não queria ganhar o que ele ganha para correr atrás de uma bola? Todos. Menos ele. O Imperador quer apenas ser feliz. E não estava encontrando a felicidade dentro de campo nem nas baladas caríssimas nem no salário milionário. Mas, oras, onde está a tal da felicidade?

No momento, a felicidade para ele está na Vila Cruzeiro. Onde desfila descalço, de bermuda e sem camisa. Sendo apenas o Adriano que lá nasceu e cresceu, o menino que corria atrás de pipa, ele é mais feliz do que o Imperador de Milão.

Não cabe a ninguém julgá-lo nem dizer se é certo ou errado o que está fazendo, menos ainda tentar advinhar o que o levou a chegar a esse ponto. Vamos apenas torcer para que Adriano seja feliz. Como bem disse José Mourinho, o homem Adriano deve ser recuperado e só depois devemos pensar no jogador.

O dinheiro é bom, mas ser feliz é muito melhor. E ele será. Ao lado da família e dos amigos. Essa história dá um filme. Que o final seja feliz.

Inferno astral

Falhas incomuns, seca de gols e contusões. Desde que Rogério Ceni assumiu a camisa 1 do São Paulo, em 1997, o arqueiro tricolor nunca viveu um ano tão ruim como está sendo o de 2009.

Em pelo menos quatro partidas [Bragantino, São Caetano, Defensor e Corinthians], Rogério Ceni cometeu falhas que não costuma cometer. No jogo conttra o Bragantino, além da falha, Ceni deixou o campo após sentir uma fisgada na coxa esquerda – já havia se contundido no primeiro duelo do São Paulo no ano diante da Portuguesa.

Na primeira partida da semifinal do Paulista, no último domingo, Rogério cometeu duas falhas clamorosas. A primeira em um chute de Douglas e a segunda em cruzamento aparantemente traquilo. Mas, seja dito, Ceni salvou o São Paulo em dois lances que, se resultassem em gols corintianos, particamente selaria a eliminação do Tricolor.

Além das falhas e contusões, o goleiro-artilheiro ainda não marcou nenhum gol em 2009. Desde que marcou seu primeiro tento em 1997, Ceni não passou nenhum ano em branco. Em 2005, quando o São Paulo foi campeão paulista, continental e mundial, ele anotou 21 gols.

A contusão no tornozelo sofrida ontem, que o afastará dos gramados por quatro meses, é a mais séria de sua carreira. Em agosto Rogério estará de volta. A torcida tricolor agradece e torce.

Nada está decidido

Santos e Corinthians largaram na frente nas semifinais do Campeonato Paulista e revertaram a vantagem do empate para a segunda partida. Jogando em seus domínios, os alvinegros derrotaram de virada Palmeiras e São Paulo, respectivamente. Neymar, pelo Santos, e Cristian, pelo Corinthians, foram os autores dos gols que sacramentaram a virada.

A vantagem é boa, mas pode ser revertida pelos mandantes dos próximos jogos. A julgar pela primeira fase do Paulista, o Palmeiras tem grandes chances de que isso aconteça. A equipe do Parque Antártica recebeu o Santos no dia oito de fevereiro e venceu por 4 a 1. No jogo do próximo sábado, qualquer vitória classifica o Verdão.

A situação do São Paulo é mais complicada. Na primeira fase, no dia 15 de fevereiro, o Corinthians conseguiu um empate no Morumbi, 1 a 1 – resultado que, se repetido no domingo, o classifica. Sem contar que o alvinegro ainda não foi derrotado esse ano. É esperar para ver e torcer por dois grandes jogos.

A hora da decisão!!!

Toda início de ano a discussão é praticamente a mesma: os campeonatos estaduais deveriam existir? Independente da resposta, as finais do Campeonato Paulista que começam nesse sábado movimentarão mais de 50 milhões de torcedores. Desde o ano 2000 os quatro clubes grandes do estado não se classificavam à fase aguda do torneio.

Seja em frente à TV ou nos estádios, mesmo os torcedores que não veem os estaduais com bons olhos, terão olhos para os clássicos que decidirão o estadual mais importante do Brasil. Palmeirenses, são-paulinos, corintianos e santistas, mas do que o título em si, querem ter o prazer de eliminar os rivais.

Quem leva a melhor? A resposta começa a ser dada nesse sábado, às 18h10, na Vila Belmiro, onde o Santos recebe o Palmeiras. No domingo, no Pacaembu, o São Paulo visita o Corinthians, às 16h. Na semana que vem, nos mesmos dias e horários, os mandos serão invertidos.

Os confrontos

Em quatro ocasiões os quatro clubes mais tradicionais do estado disputaram a semifinal: 1983, 1987, 1999 e 2000. Corinthians e São Paulo dominam o cenário. Ambos chegaram a três decisões – SPFC: 1983, 1987 e 2000. SCCP: 1983, 1987 e 1999. Cada um conquistou dois títulos.

Em 1983 o Corinthians foi campeão sobre o time do Morumbi. Em 1987, o São Paulo devolveu a vitória e sagrou-se campeão. As duas equipes só não chegaram à final quando se encontraram na semifinal. O Corinthians eliminou o São Paulo em 1999 e foi eliminado no ano seguinte.

Palmeiras e Santos foram os vice-campeões, respectivamente, em 1999 e 2000.

Palmeiras x Santos
11/04 – 18h10 - Vila Belmiro
18/04 – 18h10 – Parque Antártica

São Paulo x Santos
12/04 – 16h – Pacaembu
19/04 – 16h – Morumbi

Brasil 3×0 Peru

Em Porto Alegre, no Beira-Rio, a seleção brasileira venceu o Peru por 3 a 0. Com a vitória, o Brasil termina a 12ª rodada das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010 na segunda posição, três atrás do líder Paraguai [24 pontos]. Luis Fabiano [2] e Felipe Melo marcaram os gols brasileiros.

Dunga escalou a seleção com mudanças nas laterais, Maicon e Marcelo [contundidos] deram lugar a Daniel Alves e Kléber, respectivamente. Kaká entrou no lugar de Ronaldinho Gaúcho. No mais, só houve mudanças no decorrer do jogo. Luisão se machucou ainda no primeiro tempo e foi substituído por Miranda. Ronaldinho e Pato entraram no segundo tempo, para delírio dos torcedores presentes ao estádio do Internacional.

O Adversário era fraco, o jogo foi chato e a seleção alternou bons e maus momentos. No fim, valeu pelo resultado. Em relação ao futebol apresentado no domingo, no empate diante do Equador, houve uma melhora de 1000%, o que não significa muita coisa.   

Na próxima rodada das eliminatórias, os adversários da seleção brasileira serão o Uruguai, em Montevidéu, e o Paraguai, provavelmente no Recife, ambos os jogos em julho.

Bolívia 6×1 Argentina

Bolívia 6×1 Argentina Por Diogo Marcondes Histórico. Esse é o melhor adjetivo para definir a goleada da Bolívia sobre a Argentina, 6 a 1 [!], em La Paz, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. A equipe comandada por Diego Armando Maradona foi humilhada na altitude de La Paz. Marcelo Moreno, Botero [3], Da Rosa e Torrico marcaram os gols da Bolívia. González fez o único da Argentina.

Mesmo com a goleada, os bolivianos seguem na penúltima posição do classificatório para o Mundial, à frente apenas do Peru. A Argentina é a vice-líder, mas deve ser ultrapassada por Brasil e Uruguai ou Chile, que se enfrentam essa noite. Não fosse o jogo entre Chile e Uruguai, o selecionado argentino poderia terminar a rodada fora do G4, na quinta posição.

Na entrevista após o jogo, quando perguntado qual mensagem daria ao povo argentino, Maradona afirmou que sofreu com eles e que cada gol “era um punhal no coração”. A derrota por 6 a 1 -a maior dos 107 anos de história da seleção argentina- igualou a sofrida diante da Tchecoslováquia no Mundial de 1958 e superou os 5 a 0 sofridos diante da Colômbia nas eliminatórias para a Copa de 1994. Quiseram os deuses do futebol que a derrota acontecesse justo em um primeiro de abril, dia da mentira.